“Pretendemos fazer uma reunião alargada com todos os produtores para refletir sobre o futuro da produção de ananás, pois começam a surgir algumas sugestões para se alterar o modo de produção, o caderno de especificações, e é importante refletirmos sobre isso em conjunto”, afirmou João Ponte, que falava no encerramento de um curso de boas práticas na cultura de ananás, organizado pelo Serviço de Desenvolvimento de Agrário de São Miguel.
O governante, que manifestou otimismo quanto ao futuro da produção de ananás, frisou que o Governo dos Açores tem apoiado os produtores, disponibilizando instrumentos financeiros e técnicos, como é o caso da formação, algo que já não existia há alguns anos para esta cultura.
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Considerando fundamentais os apoios do POSEI e as suas alterações para garantir sustentabilidade à cultura de ananás, João Ponte referiu que foi proposto à Comissão Europeia isentar de rateios todas as áreas de produção até 2.000 metros quadrados e em modo de produção biológico.
“Dos 216 produtores, cerca de 65% têm áreas inferiores a 2.000 metros quadrados”, disse o governante, acrescentando que esta medida pretende ser um incentivo para que os pequenos produtores não abandonem a cultura do ananás.
Outra das alterações propostas no POSEI 2019 é que a ajuda seja apenas para os produtores em regime de produção DOP, de modo a ajustar toda a produção de acordo com o caderno de especificações de um fruto que está classificado como DOP desde 1996.
João Ponte referiu que ainda existem 22 produtores que não produzem de acordo com o regime de produção DOP.
Por outro lado, João Ponte salientou há um ligeiro crescimento da área de produção, que passou de 52 hectares há dois anos para 57 hectares este ano, sendo que, simultaneamente, há uma valorização em termos médios do preço do fruto, por força do aumento da procura interna.
O Secretário Regional da Agricultura considerou que é possível e é desejável uma melhor organização ao nível dos produtores, para se ganhar escala e maior poder negocial junto da grande distribuição, no sentido de se melhorarem os rendimentos desta produção.
“Um dos desafios que se coloca no futuro é aumentar a produção. Julgo que há condições para isso, uma vez que existem muitas estufas abandonadas que podem vir a ser recuperadas ao abrigo do PRORURAL+” afirmou João Ponte, acrescentando que, relativamente às alterações ao caderno de especificações, o processo ainda está a decorrer.
Quanto à formação que hoje terminou, teve uma duração de 28 horas e contou com 18 alunos, entre produtores de ananás e estufeiros.
Esta formação teve como objetivo a transmissão de novos conhecimentos, que poderão contribuir para a melhoria da rentabilidade das explorações de produção de ananás.

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