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8 Fevereiro, 2010

Está patente na Biblioteca Municipal de Ponta Delgada, até 26 de Fevereiro, uma exposição inédita de pintura da autoria Manuel de Melo Bento, com um total de 15 peças.

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A cerimónia inaugural teve lugar ao início da tarde de hoje e contou com a presença da Presidente da autarquia, Berta Cabral, e de vários alunos do ensino básico e secundário, bem como do irmão do autor, o advogado Carlos Melo Bento, que fez a apresentação da obra e transmitiu, sobretudo aos mais novos, o espírito subjacente aos quadros de Manuel Melo Bento, que deixa à imaginação de cada um a interpretação da sua arte.

Para Berta Cabral a exposição de Manuel Melo Bento vem confirmar que “a arte é a forma de expressar a alma” e a Biblioteca Municipal está sempre disponível para acolher todas as formas de arte e dar a conhecer os nossos valores, sobretudo aos mais novos.

A Presidente da Câmara de Ponta Delgada adiantou que a Biblioteca Municipal tem como grande objectivo permitir aos jovens um contacto directo com a pintura, com a literatura e com todas as formas de arte.

“Os nossos jovens podem encontrar, sempre, na Biblioteca Municipal um espaço para o contacto directo com as mais variadas formas de arte e podem até encontrar o artista que têm dentro de si. A Biblioteca Municipal existe para servir os jovens”- acentuou Berta Cabral.

A exposição de Manuel Melo Bento, uma das muitas iniciativas do programa anual Biblioteca em Acção, reúne um total de 15 peças, está patente até 26 de Fevereiro e poderá ser visitada de segunda e sexta-feira, das 10h00 às 18h00.

Manuel Melo Bento nasceu em em Ponta Delgada em 1940. Nesta cidade, frequentou o ensino primário e o então Liceu Nacional (Escola Secundária Antero de Quental),. Licenciou-se em Filosofia na Faculdade de Letras de Lisboa e foi professor em Ponta Delgada e Ribeira Grande.

Depois da Revolução dos Cravos (25 de Abril de 1974), desenvolveu uma intensa actividade política, através do movimento de emancipação açoriana. Foi condenado por delito de opinião, acabando por ser amnistiado.

Manuel Melo Bento escreveu ensaios e peças de teatro de cariz político, nomeadamente “Os Esquerdistas” e “A Filofla…”, bem como de cariz filosófico – “Amargura”, e “Este Deus como é?…”.

Além de ter exercido jornalismo de opinião, dirigiu o jornal “A Revolta”, prolongando na pintura os estudos filosóficos.

Ao longo da sua vida usou diversos pseudónimos, como Mélito, Varett e Mandala.