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9 Fevereiro, 2012

O presidente da Associação Portuguesa de Ética Empresarial (APEE), Mário Parra da Silva, defendeu hoje, em Ponta Delgada, nos Açores, que a responsabilidade social ganha importância em tempo de crise e escassez de meios.

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“A responsabilidade social, tal como toda a comunidade internacional a define, não é donativo, é uma estratégia de gestão, significa que as decisões na organização são tomadas de maneira responsável, levando em conta o impacto que causa”, afirmou Mário Parra da Silva, que falava num seminário sobre a estratégia europeia de responsabilidade social.

O presidente da APEE referiu o exemplo dos trabalhadores guineenses que estão em dificuldades na ilha do Corvo para fazer o contraponto entre a realidade e o que seria ideal.

“Se uma empresa decide trazer pessoas de outro país para este país está a assumir a responsabilidade de os por lá outra vez em caso de necessidade e isso é comportamento responsável”, frisou.

O conceito de responsabilidade social e o comportamento ético no mundo empresarial surgiu inicialmente ligado às certificações de qualidade, mas depressa passou para a esfera da gestão sendo atualmente assumido como estratégia nacional e internacional.

Na abertura deste seminário, Catarina Borges, presidente da Associação Centro de Estudos de Economia Solidária do Atlântico (ACEESA), defendeu a importância da ética e da responsabilidade empresarial.

“Fazem todo o sentido, precisamente nestas alturas de crise, porque o desenvolvimento sustentável assenta no económico, no social e no ambiental. Toda a nossa razão de estar na sociedade assenta nesse equilíbrio e a responsabilidade social assenta neste conceito”, afirmou.

A ACEESA tenta promover nos Açores o conceito da responsabilidade empresarial há cerca de três anos, mas a sua presidente assumiu que ainda há um longo caminho a percorrer.

“Não tem sido fácil, no entanto, tenho tido indicações de que a responsabilidade social existe e está viva, só que os empresários ainda não a assumiram nas suas empresas”, salientou, defendendo que a responsabilidade social nem sempre representa custos, pode até significar poupanças.

Autor/Fonte: Lusa/ foto@Gacs


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Foto de fundo (C) José Borges