Logotipo Rádio Atlântida Clube Atlântida
Siga-nos no Twitter RSS
29 Janeiro, 2012

O Partido Democrático do Atlântico (PDA) “está vivo” e tem “sangue novo” que está preparado para lutar pelos ideais desde sempre defendidos pela única força política sedeada nos Açores, afirmou Carlos Melo Bento, militante histórico do partido.

(C) Direitos de autor

“O PDA, que as aves agoirentas tinham dito que não ia sobreviver à minha presidência, já está vivo há 32 anos e agora tem sangue novo que vai emprestar novas ideias, nova capacidade de ação, nova dinâmica”, frisou o antigo líder, referindo-se à nova direção, presidida por Rui Matos, que hoje será consagrada no final do congresso que decorre em Ponta Delgada.

Carlos Melo Bento assegurou que vai continuar as defender a autonomia e a emancipação do povo açoriano, mas salientou que, aos 70 anos, pode descansar porque “uma nova geração está a pegar no partido e tem vontade de servir os Açores”.

O ex-líder do PDA considerou que o principal obstáculo ao crescimento do partido, nomeadamente à eleição de deputados para a Assembleia Legislativa dos Açores, tem sido “o muro de silencio que é feito, com a cumplicidade de tanta gente, em volta das ideias e das iniciativas” do partido.

“A nossa atividade só é divulgada quando há um momento mau, os adversários e inimigos do PDA são muito poderosos e a imagem que chega ao grande público não é a correta, pelo que, consequentemente, os eleitores não sentem a necessidade de nos eleger para os representar”, afirmou.

Carlos Melo Bento transmitiu, no entanto, a convicção de que “com a crise e com a tremenda incúria com que foram administrados os dinheiros públicos, é possível que o povo abra um pouco os olhos e veja que tivemos razão desde o principio e queira um de nós” no parlamento regional.

Para o antigo líder do PDA, é preciso no parlamento açoriano “uma voz que alerte para a proximidade do abismo em que nos encontramos”.

“Estamos muito próximos, muito perto de um abismo que nos pode retirar todos os poderes autonómicos”, alertou, frisando que “quando um governo central impõe receitas e despesas, perde-se a autonomia”.

Autor/Fonte: Lusa


Imprimir
Foto de fundo (C) José Borges