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9 Setembro, 2010

O presidente do Governo Regional dos Açores, Carlos César, afirmou hoje que os apoios ao investimento serão “cada vez mais seletivos”, privilegiando os que promoverem as exportações e diminuírem as importações da região

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“Vamos ser cada vez mais seletivos no apoio ao investimento”, afirmou Carlos César, adiantando que será dada especial atenção a setores como a economia do mar, as energias renováveis e a ciência e tecnologia, na vertente da inovação empresarial.

O presidente do executivo açoriano, que falava aos jornalistas em Ponta Delgada no final de uma ronda de audiências com parceiros sociais para preparar o plano e orçamento da região para 2011, reafirmou como prioridade a manutenção do “rigor absoluto na gestão das finanças públicas regionais”.

Sem adiantar pormenores sobre os documentos que estão a ser preparados para serem propostos ao parlamento regional, Carlos César admitiu que o investimento direto da região em 2011 deve rondar 500 milhões de euros.

Para Carlos César, a “estabilidade do investimento público e do apoio ao investimento privado” é outro dos objetivos centrais do executivo, assim como a intervenção para “minimizar os efeitos das restrições bancárias e dos apoios sociais”.

Pouco antes, à saída da audiência, o presidente da Câmara de Comércio e Indústria dos Açores (CCIA), Sandro Paim, tinha defendido a necessidade do governo adotar medidas de “apoio ao crescimento da economia”.

Nesse sentido, recordou as dificuldades que continuam a existir no acesso ao crédito, defendendo a possibilidade de serem prorrogadas algumas linhas de crédito.

Preocupado com a atual situação de crise está também o presidente da Federação Agrícola dos Açores, Jorge Rita, para quem “a conjuntura não é favorável”, defendendo “mais investimento no maior setor de actividade do arquipélago”.

No final da audiência com o presidente do governo regional, Jorge Rita defendeu mais verbas para a reestruturação deste setor, que vai sofrer com o fim das quotas leiteiras, mas também um aumento dos apoios à entrada de jovens e às reformas antecipadas.

Carlos César recebeu também esta manhã o presidente da Federação das Pescas dos Açores, Liberato Fernandes, para quem “a crise nas pescas é mais grave do que noutros setores”, considerando mesmo que a situação “é preocupante”.

Os dados que revelou indicam uma quebra “superior a 20 por cento” nos rendimentos da pesca no primeiro semestre deste ano, defendendo “medidas urgentes” para inverter esta situação, nomeadamente aumentando o valor da primeira venda do pescado.

Nesse sentido, salientou a importância da “melhoria das condições de armazenamento e conservação do peixe”, destacando a necessidade de serem resolvidos os problemas existentes na rede de frio.

Autor/Fonte: lusa/RA


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Foto de fundo (C) José Borges