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9 Setembro, 2010

A Presidente da Câmara de Ponta Delgada afirmou hoje que o Governo Regional tem obrigação de exigir que o Governo da República pague o que deve às autarquias açorianas e deixe de fazer cortes orçamentais que impedem os Municípios de responder cabalmente às reais necessidades dos cidadãos

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Berta Cabral, que falava na festa de encerramento das férias de Verão dos 28 ATL municipais, que decorreu no Parque Urbano da Cidade, adiantou que a autarquia de Ponta Delgada sempre conseguiu dar resposta aos problemas sociais dos seus munícipes e que, agora, devido às verbas que a República tem em dívida (2,5 milhões de euros) e aos cortes orçamentais infligidos este ano, que vão chegar a um milhão de euros, tem que fazer o mesmo com menos verbas.

“O Governo Regional dos Açores tem obrigação de exigir que o Governo da República pague os 5 milhões de euros que deve às Câmaras dos Açores (no caso de Ponta Delgada, essa dívida ascende aos 2,5 milhões de euros). A decisão foi aprovada pela Assembleia da República e que o Governo nacional tem de cumprir. Além disso, é também obrigação do Governo dos Açores exigir que a República deixe de penalizar as autarquias açorianas com cortes orçamentais que podem pôr em causa o desenvolvimento de projectos sociais importantes numa altura em que as nossas famílias estão a passar por graves dificuldades devido ao aumento do desemprego” – sublinhou a autarca.

Segundo referiu, a Câmara de Ponta Delgada elegeu sempre como prioridade as pessoas e, neste sentido, criou infra-estruturas que permitissem às famílias conciliar as suas vidas pessoais e profissionais. Uma dessas prioridades foi a criação da rede de ATL municipais. Hoje, todas as freguesias do concelho dispõe destas estruturas que são extremamente importantes.

Sem esquecer o início de mais um ano lectivo, que arranca já na próxima segunda-feira, Berta Cabral disse que a Câmara a que preside necessita dos recursos recursos financeiros adequados para continuar a desenvolver o seu trabalho na área social, destacando como prioridade para o próximo ano o investimento em cinco escolas do 1º ciclo do Ensino Básico do concelho. Estas obras de reabilitação e ampliação dos estabelecimentos de ensino de Ponta Delgada que serão candidatadas ao PROCONVERGÊNCIA.

“Este ano, a Câmara de Ponta Delgada tem precisamente as mesmas verbas que tinha em 2009, com a agravante de ainda não ter recebido os 2,5 milhões de euros que o Governo da República tem em dívida e com os cortes orçamentais de 1 milhão de euros que sofremos este ano. Mas não vamos deixar de por em prática os nossos projectos, sobretudo aqueles que estão virados para a área social. Fazemos obras para bem das pessoas e, neste caso das escolas, para bem do nosso ensino. E vamos a continuar a trabalhar para cumprimos que prometemos, como sempre fizemos. Por isso, “mãos à obra” continuará a ser o nosso lema, porque ainda há muito trabalho a fazer, mesmo com verbas em atraso e cortes orçamentais” – acentuou a Presidente da Câmara.

Berta Cabral afirmou que a autarquia vai continuar a desenvolver todos os seus projectos, sendo que, agora, “a prioridade vai para as nossas escolas e temos, como já referi, cinco projectos prontos para avançar, os quais só ainda não estão concluídos porque aguardaram os necessários pareceres das várias entidades oficiais”.

Agradecendo todo o trabalho desenvolvido pelos ATL durante as férias de Verão e, também, no período escolar, Berta Cabral afirmou que a rede de ateliers de tempos livres gerida pelo Município, através da Ponta Delgada Social e da Divisão de Acção Social, é essencial porque ajuda as famílias a conciliar as suas vidas pessoais e profissionais.

O facto de a festa de encerramento das férias de Verão dos ATL municipais se realizar no Parque Urbano da Cidade, mais um grande investimento de futuro levado a cabo pela autarquia de Ponta Delgada, é, segundo Berta Cabral, um sinal claro de que a Câmara não vai deixar de trabalhar em prol das pessoas, com sempre o tem feito.

Como salientou Berta Cabral, “sempre demos resposta aos problemas sociais das nossas famílias e, agora, numa altura em que estas se debatem com problemas cada vez mais graves, sobretudo devido ao aumento do desemprego (há já muitas famílias que nem têm dinheiro para comprar os bens essenciais), e é necessário ter mais verbas para resolver esses problemas, somos confrontados com uma dívida de 2,5 milhões de euros que se paga e com cortes orçamentais de 1 milhão de euros que fazem com que sejam as autarquias a financiar o Governo da República”.

Autor/Fonte: CMPD/RA


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Foto de fundo (C) José Borges