A esquizofrenia é uma perturbação psicológica que afecta muitas pessoas. Em Portugal estima-se que cerca de um por cento da população sofra desta doença mental
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Alucinações, delírios, ouvir vozes, ter a mania da perseguição são alguns traços que marcam o perfil do doente esquizofrénico.
A esquizofrenia começou a ser mais falada e mais conhecida pela sociedade no século XX, e significa mente fendida.
A esquizofrenia é uma doença mental crónica e segundo os especialistas tem uma forte componente genética.
Esta é uma doença das camadas jovens pois aparece precocemente nos Homens (15 anos) e depois na Mulheres (20 anos) e os sintomas para além de alucinações são desorganização no discurso, nos comportamentos e nas ideias.
Os tratamentos para esta doença passam primeiramente por medicar o doente, contudo ainda há mais trabalho para ser feito com o doente, tal como explica João Paulo Vidal, médico psiquiatra na Casa de Saúde de São Miguel.
Esta é uma doença mental que se relaciona com a violência e com o suicídio.
O médico psiquiatra explica o que pode igualmente estar por detrás destes factores de risco.
Já todos ouvimos alguns mitos relacionados com os doentes esquizofrénicos, um dos quais prende-se com o facto do esquizofrénico não pode trabalhar.
O médico psiquiatra Paulo Vidal desmistifica, deixando dicas para a empregabilidade destes doentes.
Muitos julgam os doentes mentais, por desta forma podem ter direito a reformas antecipadas.
Contudo esquecessem-se que os únicos apoios que existem para estes doentes são apenas as reformas a que têm direito, caso tenham descontado para tal.
Na Casa de Saúde de São Miguel existem duas valências, uma ligada às doenças mentais e outra às dependências do álcool e drogas.
Na valência das doenças mentais estão actualmente 150 doentes e desses 70 sofrem de esquizofrenia.
António (nome fictício) entrou para a instituição com os seus 15 anos de idade, actualmente habita na Granada, uma unidade onde os utentes são autónomos, e para além de tratar da sua roupa e da sua higiene é também ajudante de cozinha.
António diz que não tem uma doença mental e que veio para esta casa de saúde porque o padrinho dizia que ele falava sozinho.
Joaquim, (nome fictício) é outro utente da instituição e com outro historial.
Joaquim tem frequentemente alucinações onde julga-se ser perseguido pela Polícia Judiciária.
São dois depoimentos que levam a perceber os diferentes níveis de esquizofrenias que existem.
A esquizofrenia é uma doença mental que ainda tem um enorme estigma social à sua volta mas com o evoluir dos tempos, da mentalidade e da medicina esse estigma irá desaparecer.