Hoje assinala-se o dia da criança africana e a Rádio Atlântida não podia deixar passa esta data em vão, e foi tentar perceber como é a integração e a adaptação destas crianças na comunidade açoriana.
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Esta comunidade acolhe dois tipos de crianças africanas, as crianças que veem de África para os Açores e as crianças que nascem nos Açores e que são filhas de emigrantes africanos e cada caso consequentemente traz adaptações distintas.
A AIPA (Associação de Imigrantes dos Açores) em São Miguel costuma acolher muitas crianças africanas diariamente no seu centro informático.
Leoter Viegas da AIPA, considera que as crianças que nascem nos Açores adaptam-se melhor a esta região do que as crianças que veem de África, uma vez que estas tem de se adaptar a nível escolar e social.
Ao nível de integração a AIPA considera que é um processo lento porém mais fácil para as crianças do que para os adultos, pois as crianças africanas fazem amizades com as crianças açorianas nas escolas e isso ajuda-as a adaptarem-se melhor à região em que estão inseridas.
Leoter Viegas adiantou que as maiores dificuldades que as crianças africanas têm nos Açores são a nível do clima e da língua, apesar de lhes ser ensinado o Português na prática não é a mesma coisa.
Neste dia da criança africana Leotero Viegas fez questão de relembrar que em pleno século XXI é inadmissível ainda morrerem crianças africanas com doenças como a malária ou a tuberculose.