Radio Atlântida

quinta, 19 setembro 2019 09:11

ALZA quer novo espaço para poder responder às necessidades dos doentes com Alzheimer

Ter um novo espaço, criar um centro de noite e alargar a associação a outras ilhas são algumas das intenções da Associação Alzheimer Açores (ALZA). A informação foi avançada, à Atlântida, pela presidente daquela instituição, no âmbito do Dia Mundial da Doença de  Alzheimer, que se assinala sábado. 

Berta Couto referiu que, com a criação de uma “nova casa”, se teria mais espaço para desenvolver outras atividades. Quanto à expansão da associação para outras ilhas, afirmou que já há na Terceira, mas têm intenção de chegar, a curto prazo, a outras duas ilhas.

 

 “Lamentamos a falta de espaço, precisávamos de uma associação de raiz que contemplasse mais espaços, que fossem ao encontro dos interesses das famílias que necessitam, urgentemente, de ter os seus doentes entregues a quem de direito, com grupos especializados de acompanhamento”, disse a responsável, acrescentando que “precisávamos de um centro de noite, também, com pessoal especializado”. Berta Couto adiantou, ainda, que “queríamos, ainda, o alargamento da nossa intervenção para as outras ilhas”, referindo que “somos a Associação Alzheimer Açores que abarca, assim dizendo, as nove ilhas”. A presidente da ALZA revelou que “na Terceira, congratulámo-nos com as diligências efetuadas pela Santa Casa da Misericórdia de Angra, evidentemente, que tivemos intervenção na génese dessa criação”, acrescentando que “Santa Maria será a próxima ilha que nos vamos direcionar e, também, o Pico”.

  

A responsável diz que o número de pedidos tem aumentado “exponencialmente”, referindo que têm um limite de 18 utentes, não podendo, por isso, aceitar mais, porque “não têm capacidade de resposta”. No entanto, a instituição tem feito horários tripartidos e as famílias preferem colocar os seus doentes nestes horários, de forma a “assegurarem um lugar”. 

 

Segundo Berta Couto, este aumento da procura da instituição deve-se, sobretudo, ao facto de doenças crónicas e a esperança média de vida terem registado um incremento. 

 

Questionada se as pessoas estão mais sensibilizadas para a doença de Alzheimer, a responsável diz que concorda, embora afirme que “ainda há muito para se fazer por parte das famílias”, alertando-as para o diagnóstico precoce.

 

 “As famílias têm de estar atentas às faltas de memória, mesmo às pequenas coisas e devem ir ao médico, fazer um diagnóstico precoce, porque se a família está sensibilizada, evidentemente que, ao primeiro sinal, vai ao médico saber o que é que se passa”, afirmou a responsável, acrescentando que “há famílias que descuram este procedimento”. Berta Couto frisa que “o diagnóstico precoce é muito importante, quer tenha demência ou não, mas será muito bom o acompanhamento acertado de um neurologista, psiquiatra ou neuropsicólogo, pois são os especialistas que vão fazer o acompanhamento acertado dessas pessoas para o exame ou mesmo para a realização de um TAC [Tomografia Axial Computorizada], porque é através deste que o neurologista deteta a demência”. 

 

Sobre a aprovação no passado dia 11 de setembro, do Estatuto do Cuidador Informal, na Assembleia Legislativa Regional, Berta Couto afirma que estão “muito satisfeitos”, defendendo ser uma “grande conquista”. Disse que “à semelhança dos pais que acompanham os seus filhos quando estes acabam de nascer, agora temos a outra franja, os idosos” e estes têm de ser cuidados. A presidente da ALZA diz que “há um sacrifício por parte de um cuidador que vai trabalhar e deixar o seu doente”, referindo que “estes têm de ter uma flexibilidade de horário”, por exemplo, adiantando que “muitos cuidadores, muitas vezes, chegam tarde a casa e encontram os seus doentes sozinhos”. 

 

No centro, os doentes desenvolvem várias atividades, como expressões sensoriais, motoras, artísticas; musicoterapia; hidroterapia; visitas de estudo, e há, ainda, convívios integeracionais, entre outros.

 

Para assinalar o dia, Berta Couto revelou que a associação vai organizar um lanche entre órgãos sociais e utentes. Vão, também, à Clínica do Bom Jesus entregar uma rosa a cada residente com doença de Alzheimer.

 

Em Portugal, estima-se que existam cerca de 60 mil pessoas com esta doença.

 

O Alzheimer é uma patologia do cérebro de causa desconhecida, com agravamento progressivo, lento e irreversível, que afeta, principalmente, as funções intelectuais, como a compreensão, a orientação, a atenção, o pensamento e a memória. 

 

Informação Adicional

  • Fonte: Rádio Atlântida
 

 

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