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segunda, 03 junho 2019 11:45

Primeiro Centro de Reabilitação Juvenil dos Açores é mais uma peça determinante na estratégia de prevenção e combate aos comportamentos aditivos, afirma Rui Luís

Primeiro Centro de Reabilitação Juvenil dos Açores é mais uma peça determinante na estratégia de prevenção e combate aos comportamentos aditivos, afirma Rui Luís Gacs

O Secretário Regional da Saúde afirmou hoje, em Ponta Delgada, que o primeiro Centro de Reabilitação Juvenil dos Açores é mais uma peça determinante na vasta estratégia de prevenção e combate aos comportamentos aditivos e dependências que está a ser implementada no arquipélago.

 

“Esta é uma estrutura que irá permitir que, já a partir deste ano, os jovens com comportamentos aditivos e necessidade de internamento de média e longa duração, o possam fazer nos Açores, mais próximo dos seus contextos e das suas famílias”, frisou Rui Luís, que falava na cerimónia de assinatura do contrato de concessão e gestão deste Centro de Reabilitação Juvenil.

 

Depois do processo de concurso público, a gestão deste centro fica na responsabilidade do Instituto São João de Deus - Casa de Saúde de São Miguel, sendo o contrato válido pelo período de três anos, no valor de 1,5 milhões de euros.

 

  

O Centro de Reabilitação, sediado no Solar da Glória, no Livramento, está preparado para receber jovens entre os 14 e os 24 anos, e tem capacidade para 30 utentes, dos quais 20 em regime de comunidade terapêutica e 10 em regime de desabituação.

 

O modelo de tratamento a adotar terá uma abordagem biopsicossocial com intervenção cognitivo-comportamental para intervenção e reabilitação.

 

Na ocasião, o titular da pasta da Saúde sublinhou que o Governo Regional sempre esteve atento a esta realidade, percebendo e desejando o alcance desta medida, evitando desenraizar adolescentes que, por circunstâncias da vida, precisam de suporte e apoio técnico para uma segunda oportunidade.

 

“Desde o início da legislatura que decidimos priorizar e ampliar a abordagem e as respostas do âmbito dos comportamentos aditivos e dependências, numa perspetiva transversal, intersetorial e integrada, onde claramente cabe o tratamento em regime de internamento no arquipélago”, acrescentou.

 

Na vertente do tratamento e reabilitação, Rui Luís destacou a diversidade de modelos de tratamento já disponíveis na Região, de acordo com o quadro clínico, o grau de dependência e opção do utente.

 

De acordo com dados de 2018, foram acompanhados 1.471 utentes em programas livres de drogas, mediante cerca de 33 mil consultas, e 1.220 utentes em programas de substituição opiácea, seguidos em 42 mil consultas multidisciplinares, perfazendo os dois programas um total de 75 mil consultas.

 

O Secretário Regional salientou que, no ano passado, verificou-se uma diminuição de 13,4% de utentes em programas de substituição opiácea e um aumento de 25,5% de utentes em programas livres de drogas.

 

“Sem me limitar à vertente do tratamento, gostaria de vos dizer que são variadíssimas as medidas e ações que estão a ser implementadas no sentido de uma prevenção efetiva do abuso de substâncias psicoativas”, afirmou Rui Luís.

 

Nesse sentido, lembrou os programas de prevenção ‘Trajeto Seguro 0’, ‘Prevenir em Família e na Comunidade’, 'Giros' e de ‘Saúde Escolar’, este último abrangendo 40 mil jovens.

 

“Encaramos a problemática das dependências de frente, sem omissões, porque esta é uma realidade que diz respeito a todos e que deve envolver toda a comunidade. Desde a família, a escola, instituições e decisores políticos”, frisou o Secretário Regional.

Informação Adicional

  • Fonte: Gacs

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