Radio Atlântida

segunda, 13 maio 2019 15:15

Prevenção do consumo de álcool nos jovens pode reduzir doenças oncológicas e mentais, defende Diretora Regional

A Diretora Regional de Prevenção e Combate às Dependências defendeu hoje, em Ponta Delgada, que a aposta na prevenção do consumo de álcool nos jovens terá impacto a médio e longo prazo na redução da prevalência de doenças oncológicas e mentais e na diminuição da sinistralidade.

 

“As evidências científicas revelam-nos que o consumo precoce e o consumo nocivo do álcool estão interligados com as principais causas de morte, nomeadamente com as doenças cardiovasculares e oncológicas, os acidentes, os suicídios, a cirrose hepática, daí a importância de centramos a prevenção cada vez mais nas crianças e jovens”, salientou Suzete Frias, que falava à margem da formação destinada aos profissionais do núcleo de apoio a crianças e jovens da Unidade de Saúde de Ilha de São Miguel.

 

Esta ação decorre da alteração ao Regime Jurídico de Venda e Consumo de Bebidas Alcoólicas, que aumentou a idade mínima para venda e consumo de álcool nos Açores de 16 para 18 anos.

 

  

O diploma prevê que, quando forem detetados menores a consumir bebidas alcoólicas em locais públicos, quer os visados quer os seus representantes legais, frequentem ações de sensibilização sobre os efeitos do álcool.

 

“A medida é inovadora no país e concorre para o aumento da literacia dos pais, em relação aos problemas ligados ao consumo abusivo do álcool, ao mesmo tempo que consciencializa para a importância da supervisão e acompanhamento da vida emocional e contextos relacionais da criança”, sustentou Suzete Frias.

 

A ação de formação, que teve início em Santa Maria, abrange mais de quatro dezenas de profissionais dos núcleos de apoio a crianças e jovens em risco (NCJR) de todas as ilhas dos Açores e prepara os profissionais para ministrar formação aos representantes legais e aos menores notificados, de modo a assimilarem os impactos do consumo precoce.

 

“Se pensarmos que 86% das doenças crónicas podiam ser evitadas pela simples mudança de comportamentos de risco, de acordo com dados da Direção Geral de Saúde, teremos por via da redução do consumo do álcool efeitos diretos na Saúde Pública”, frisou a Diretora Regional.

 

Suzete Frias lembrou, ainda, o parecer do Comité das Regiões, de 9 de fevereiro de 2017, intitulado “Necessidade e linhas de orientação de uma estratégia da UE em matéria de álcool”, que vai no sentido de uma liderança política forte na proteção das crianças e jovens no que diz respeito à prevenção dos problemas ligados ao álcool.

 

“Nunca é demais frisar a relação entre o álcool e a sinistralidade rodoviária, quando os indicadores revelam que a primeira causa de morte nos jovens se deve a acidentes de viação, enquanto que um em cada três condutores envolvidos em acidentes tem uma taxa de alcoolemia superior a 0,5 gr./litro”, salientou.

 

Segundo a Diretora Regional a ação de formação aos profissionais dos NCJR, tem uma amplitude transversal à família e à comunidade.

 

Entre os objetivos desta ação, destacam-se, formas de proteção individual em contextos de consumo, promoção de hábitos de vida saudáveis e a promoção de competências pessoais, sociais e parentais.

Informação Adicional

  • Fonte: Gacs
 

 

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