Radio Atlântida

terça, 02 abril 2019 08:27

Há mais crianças autistas nos Açores do que no continente, afirma APPDA

Nos Açores, por cada 10.000 crianças há 15,6 com autismo, enquanto que no continente, há 9,2. Os dados foram avançados, à Atlântida, pela psicopedagoga clínica da APPDA – São Miguel e Santa Maria - Associação Portuguesa para as Perturbações de Desenvolvimento e Autismo, em pleno Dia Mundial da Consciencialização para o Autismo. 

Apesar dos dados corresponderem a um estudo divulgado em 2007, Maria Macedo refere que há maior prevalência de crianças com autismo nos Açores do que no continente.

 

 “A prevalência nos Açores é superior ao continente, portanto, estamos a falar de 15,6 por cada 10.000 crianças, enquanto que no continente são de 9,2”, disse Maria Macedo. A psicopedagoga acrescentou que o autismo “atinge 1% da população e é superior nos rapazes do que nas raparigas, em três rapazes, temos uma rapariga”. 

  

A associação surgiu em 2003, com o objetivo de apoiar crianças e jovens com autismo, e tem, atualmente, um Centro de Atividades de Tempos Livres (ATL) e um CAO – Centro de Atividades Ocupacionais. Promover a qualidade de vida e integração social para estas crianças; colaborar com outras instituições; e dar consultadoria a pais, professores e técnicos de saúde são outras das finalidades daquela instituição.

 

A responsável revelou que tem havido, cada vez mais, uma procura por parte de pais com filhos autistas para obterem mais informações sobre aquele transtorno para que os seus descendentes tenham melhores resultados, afirmando que é possível descobrir se a criança tem ou não autismo entre os dois e os três anos.

 

 “Há vários casos de meninos com autismo que, fazendo uma terapia intensiva e precoce, têm um grande desenvolvimento e, depois, mais tarde, poderão, até, chegar à universidade, claro que não são todos os casos”, referiu Maria Macedo. A responsável afirmou que “há muito trabalho para se fazer numa fase inicial de desenvolvimento, tanto que o autismo é uma perturbação do neurodesenvolvimento, e se trabalharem com estas desde a altura do diagnóstico até, mais ou menos, aos seis anos, que é a fase em que têm maior desenvolvimento, como todas as crianças, acabam por ter uma maior aptidão para conseguirem melhorar as competências que têm em défice”, acrescentando que “muitos pais procuram-nos, exatamente, para saberem o que podem fazer, que tipo de terapias existem e o que podem fazer em casa para poderem apoiar o filho”. 

 

Relativamente ao que falta fazer, a coordenadora referiu que o CAO, ainda, não é “oficial”, adiantando, que em princípio, vai estar aberto a partir de 2019. Abrir uma residência é outra das intenções da direção, pois “há uma lacuna”, neste aspeto, porque os pais quando envelhecem não têm possibilidade de cuidar dos filhos com aquele comportamento atípico.

 

Maria Macedo revela que, tal como as Instituições Particulares de Solidariedade Social, as principais dificuldades são económicas, bem como de melhorias do espaço físico. Falta de técnicos para apoiar crianças com autismo é outro dos obstáculos apontados pela coordenadora. 

 

Questionada se a população está mais sensibilizada, a psicopedagoga refere que “apesar de se ouvir falar cada vez mais sobre o autismo, ainda, há muito trabalho pela frente”, salientando que se deve divulgar mais sobre essa perturbação, quer nas escolas, quer na sociedade, bem como haver mais estudos para se perceber mais sobre o autismo.

 

Dificuldades na linguagem, no comportamento social, relacional e estereotipado são alguns dos sintomas apresentados pelas crianças autistas, embora estes variem de pessoa para pessoa. 

 

A associação tem, atualmente, 24 utentes, com idades compreendidas entre os 6 e os 28 anos. Natação, hipoterapia, culinária, carpintaria e ajuda académica são algumas das atividades desenvolvidas por estes na instituição.

 

Para assinalar o dia, a associação vai estar, durante uma semana, no Hospital Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada, e hoje, no centro da maior cidade açoriana, a sensibilizar a população com alguns dos trabalhos realizados pelos utentes daquela instituição. 

 

Informação Adicional

  • Fonte: Rádio Atlântida
 

 

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