Imprimir esta página
quinta, 14 março 2019 10:12

Hospital de Ponta Delgada registou 119 doentes com problemas renais em 2018

Em 2018, o Hospital Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada, teve 119 doentes com problemas renais, sendo que 91 estavam a fazer hemodiálise e 28 diálise peritoneal. Os dados foram avançados, à Atlântida, em pleno Dia Mundial do Rim, pelo Diretor do Serviço de Nefrologia, daquela unidade hospitalar. 

 

João Esteves revelou, ainda, que há, atualmente, 17 doentes a aguardar transplante, havendo cerca de seis em estudo. O especialista afirmou que o ano passado seis conseguiram transplante e, este ano, um doente. 

 

“A fazer hemodiálise havia 91 e 28 a fazer diálise peritoneal, um total de 119 doentes”, revelou o responsável. João Esteves adiantou que “atualmente, em lista ativa, estão 17 doentes a aguardar transplante”, acrescentando que “há mais cinco ou seis em estudo”. O médico disse, ainda, que “o ano passado conseguimos transplantar seis doentes e, este ano, só um”, referindo que “num universo de 119 doentes, só seis é que foram transplantados”. 

  

O médico adiantou que há mais homens que mulheres a apresentarem problemas nos rins, embora na hemodiálise haja mais homens e na diálise peritoneal existe mais mulheres. Quanto a idades, o especialista diz que os doentes em diálise peritoneal têm em média cerca de 55 anos, enquanto na hemodiálise 60. 

 

Hipertensão arterial, diabetes, obesidade, idade e iliteracia são os principais fatores de risco. João Esteves afirma que cerca de 60% dos doentes tem hipertensão arterial ou diabetes. 

 

O médico diz que os cuidados começam com a educação, principalmente nas camadas mais jovens, educando-as a terem uma vida saudável, uma boa alimentação e atividade física, adiantando que “60% dos doentes tem causas evitáveis e cerca de 10 a 15% prendem-se com causas renais, que são transmitidas geneticamente ou são consequências incontroláveis de outro tipo de doença infeciosa ou não”. 

 

Questionado se a população está mais sensibilizada para a prevenção, o especialista afirma que “nem por isso, porque a incidência e a prevalência tem vindo a aumentar todos os anos, havendo um aumento de 3 a 4% de doentes em tratamento”, frisou o médico. João Esteves acrescentou que “a idade e a morbilidade, também, tem aumentado e, ainda, não atingimos a estabilidade”. O médico diz que “a política de saúde não tem dado os resultados esperados, em controlar a hipertensão e a diabetes, com a finalidade de evitar a insuficiência renal”.

 

“Saúde Renal para Todos em Qualquer Lugar” é o tema da campanha deste ano da Sociedade Portuguesa de Nefrologia e que está focada no peso da doença renal na população, a necessidade do acesso aos cuidados de saúde e a importância da prevenção.

 

Estima-se que 850 milhões de pessoas em todo o mundo apresentem doenças renais de várias causas.

 

Em Portugal a prevalência de doentes sob tratamento substitutivo da função renal tem vindo a aumentar anualmente e a incidência de doentes em diálise é das mais elevadas da Europa.

 

Informação Adicional

  • Fonte: Rádio Atlântida

Itens relacionados