Trata-se de um evento bienal que visa promover uma cidadania ambiental mais ativa e formar cidadãos mais conscientes para as questões do ambiente e da sustentabilidade.
Serão três dias onde vão ser desenvolvidas palestras, debates e oficinas.
“Logo a abrir, no dia 12 à noite, será feita uma apresentação do documentário do Paulo Henrique Silva, sobre os ‘10 anos dos Parques Naturais dos Açores’ em decorrência do qual será promovido uma tertúlia, em torno deste documentário e da atividade dos Parques Naturais ao longo desta década de existência”, revelou o governante. Hernâni Jorge adiantou, ainda, que “ao longo dos dias 13 e 14, temos várias palestras e oficinas temáticas, abrangendo as estratégias nacional e regional de educação ambiental, o papel da Rede Regional de Ecotecas e da Rede Regional de Centros de Interpretação Ambiental, o papel das próprias organizações não governamentais de ambiente, trazendo os seus representantes para este debate, naturalmente, os técnicos da administração regional e da Azorina que trabalham, quotidianamente, nesta área e as diversas escolas da região que, também, têm uma atividade relevante neste papel”.
Hernâni Jorge, Diretor Regional do Ambiente, em entrevista, à Atlântida, adiantou que neste encontro vão ser entregues os galardões às Eco-Escolas da região, referente ao ano letivo anterior, e a questão da energia, também, está na agenda da iniciativa.
Um evento aberto a professores, técnicos de ambiente, colaboradores e técnicos de autarquia, ONG’s, estudantes e outros profissionais relacionados e/ou interessados em Educação Ambiental nos Açores.
Questionado sobre o que já foi feito ao longo de uma década de Parques Naturais, o governante frisou que desde a sua implementação tem marcado a estratégia de conservação de natureza e de gestão das áreas protegidas no arquipélago.
Hernâni Jorge salientou o facto de todas as áreas classificadas e protegidas da ilha integram e estão sob a gestão dos Parques Naturais de ilha e que é um modelo exemplar quer a nível nacional, como internacional e que tem tido “resultados extraordinários”.
“Não só do ponto de vista da gestão integrada e do modelo coerente de gestão das diversas áreas protegidas, mas, também, por aquilo que são os resultados que daí advieram, na gestão de um quarto do território imerso da região” disse o Diretor Regional do Ambiente, adiantando que “praticamente 25% do território das nossas ilhas são áreas classificadas que integram os Parques Naturais de ilha e esta gestão efetiva com estruturas operativas em todas as ilhas é, absolutamente, determinante para a qualidade ambiental e para o valor que continuamos a ostentar do nosso património natural nas nove ilhas dos Açores”.
Sobre o que falta fazer, o diretor regional afirmou que no que toca à conservação da natureza “nunca está tudo feito, falta sempre fazer muito”, tendo frisado que um dos problemas que enfrentam é a “perda da biodiversidade designadamente por via da introdução e do efeito de espécies exóticas invasoras que tendem a ocupar o espaço das espécies naturais e endémicas da região”, referindo que este é um trabalho permanente na manutenção destas áreas.
Outro dos trabalhos permanentes tem a ver com a promoção do património natural e na área da educação ambiental.
O XIII Encontro Regional de Educação Ambiental e Seminário Eco-Escolas decorre entre esta sexta-feira e domingo, na Lagoa, em São Miguel e na Praia da Vitória, na Terceira.




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