Radio Atlântida

sexta, 11 maio 2018 14:10

Governo dos Açores apresenta medidas para a Ciência e Tecnologia até 2020 no valor de 15 milhões de euros

O Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia afirmou hoje, em Ponta Delgada, que as políticas de ciência "têm de ser adaptadas à realidade de cada momento”, referindo que se verificou que havia iniciativas nesta área que “necessitavam de uma restruturação e de uma adaptação" à realidade atual.

 

Gui Menezes, que falava numa conferência de imprensa para apresentar quatro programas para o período 2018-2020 nas áreas da Ciência e Tecnologia, num investimento superior a 15 milhões de euros, frisou que as medidas e as ações a implementar “têm fontes de financiamento bem definidas, bem como os objetivos e os indicadores que se pretende atingir”.

 

O Secretário Regional destacou o Plano de internacionalização de Ciência & Tecnologia dos Açores, com três milhões de euros, que pretende captar financiamento externo para a Região como uma forma de “alavancar efetivamente a ciência regional”.

 

“Hoje em dia não faltam programas de apoio à investigação na Europa e é por isso que devemos atrair cada vez mais projetos internacionais”, disse Gui Menezes, assegurando que o Plano de Internacionalização de Ciência & Tecnologia é “bem estruturado”.

 

O Secretário Regional afirmou que esta iniciativa “tem uma componente de apoio aos centros de investigação regionais para que se possam capacitar cada vez mais para se candidatarem a projetos e encontrarem consórcios [internacionais] adequados à sua área de investigação”, referindo ainda um pacote de apoios à participação em reuniões e à preparação de projetos que “podem trazer financiamento para a Região”.

 

O titular da pasta da Ciência defendeu que, para além de se conseguir “mais e melhor investigação”, esta medida irá contribuir para “ultrapassar desafios, como as alterações climáticas, a exploração efetiva dos nossos mares e o melhor uso dos nossos organismos biotecnológicos terrestres e marinhos”.

 

Segundo Gui Menezes, este plano terá “reflexo na economia e no desenvolvimento da Região, contribuindo para o emprego científico”, na medida em que os projetos internacionais visam “atrair e fixar” investigadores.

 

Outra das iniciativas apresentadas foi o Transfer+, que corresponde a um investimento de 8,3 milhões de euros e que visa uma maior interligação entre a produção científica e a inovação dos centros de investigação com as empresas e com a economia.

 

No âmbito desta iniciativa estão previstos apoios a projetos de investigação, desenvolvimento e inovação (ID&I) em empresas, alinhadas com a Rede de Especialização Inteligente dos Açores, a RIS3, à criação de núcleos de investigação e desenvolvimento (I&D) em copromoção com centros de investigação, bem como a atribuição de 'Vales I&D+' para apoiar pequenas iniciativas empresariais de PME, para patentes de ideias e produtos, e ainda apoio a planos de internacionalização de empresas e apoio à contratação de investigadores em contexto empresarial.

 

O Secretário Regional salientou que o Transfer+ dará um “forte contributo para o emprego científico” nos Açores, na medida em que “uma das exigências” para o apoio a projetos de investigação em contexto empresarial é a contratação de doutorados e pós-doutorados, estando prevista a contratação de 25 investigadores até 2020 ao abrigo de projetos de investigação e desenvolvimento em contexto empresarial e dos núcleos de investigação e desenvolvimento nas empresas.

 

Outra das iniciativas apresentadas é o Plano de Ação para a Cultura Científica e Tecnológica dos Açores (PACCTO Açores), que abrange cinco programas, num investimento global superior a 2,2 mil euros até 2020.

 

Os cinco programas, denominados 'Ciência e Sociedade', 'Ciência na Escola', 'Investigadores e Comunicação Pública de Ciência', 'Ciência Cidadã' e 'Ciência e os Media', visam promover a cultura científica, aproximar os cidadãos da ciência, familiarizando-os com os cientistas e a sua atividade, contribuir para o desenvolvimento da Sociedade da Informação e do Conhecimento e motivar os jovens para temáticas de caráter científico e tecnológico.

 

Em síntese, Gui Menezes defendeu que “a sociedade, as escolas e os jovens vão ter um apoio concreto para desenvolver as suas competências nas áreas do futuro, nomeadamente tecnologias, engenharias e robótica”.

 

A iniciativa para a Promoção das Competências Digitais e Tecnologias da Informação e Comunicação (PRO-TIC), composta por quatro medidas, com um orçamento de 1, 5 milhões, destina-se à promoção da literacia e cidadania digitais e ao desenvolvimento de competências TIC em todo o arquipélago.

 

“Com a PRO-TIC pretendemos levar cada vez mais o digital a todos os cidadãos”, disse Gui Menezes, acrescentando que “não será por falta de meios que [os Açorianos] não irão adquirir competências” nesta área, que “contribui também para a empregabilidade”.

 

O Secretário Regional frisou que todas estas novas medidas, em conjunto, vão contribuir para “o desenvolvimento da economia, contribuindo para a resolução dos desafios que temos pela frente”.

 

“Por um lado, a captação de fundos vai ser fundamental para alavancar a ciência que se faz na Região e que se vai ligar à economia real, às empresas e, por outro lado, iremos também capacitar a sociedade e os jovens”, afirmou Gui Menezes.

Informação Adicional

  • Fonte: Gacs
 

 

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